Leia a entrevista de Marta Enes, diretora de Soluções Educacionais da Affero, no portal Ticket e Gestão
Em entrevista ao portal Ticket e Gestão, a diretora de Tecnologias Educacionais da Affero, Marta Enes, falou sobre novos métodos que têm sido utilizados em treinamentos corporativos. Segundo ela, o formato que há 10 anos trazia bons resultados, não funciona mais com a geração que atualmente está no mercado de trabalho.
Leia a íntegra da reportagem abaixo ou diretamente no site da Ticket e Gestão.
Empresa, onde se aprende
Os ambientes acadêmicos já não são o bastante para a formação de profissionais antenados com as novas tendências. Por essa razão, as salas de aula já ocupam as empresas, mas com modelos bem distintos entre si.
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É tão simples quanto isso: nos últimos anos a busca por resultados passou a ser uma constante e o investimento na carreira dos profissionais virou um imperativo nas companhias. Ora, o cenário se constrói justamente porque é o material humano que fará a diferença e conquistará tais resultados. O que alimenta esse círculo virtuoso são os programas de treinamento corporativo, que já ultrapassam a esfera acadêmica e inovam a cada dia com técnicas jamais imaginadas. |
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“O formato do treinamento corporativo utilizado no começo da década já não funciona mais. Estamos falando de uma nova geração, portanto, novos métodos precisam ser apresentados”, destaca Marta Enes, diretora de Tecnologias Educacionais da Affero.
As universidades corporativas desembarcaram no Brasil no final dos anos 1990, quando eram apenas dez em todo o país. Passada uma década, o número de empresas que investe nesse formato de aprimoramento de funcionários cresceu 2.400%, atingindo 250 unidades, segundo estudos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), que organiza um ranking anual entre as companhias nacionais.
Ainda que a tecnologia de ponta seja a tônica dos programas desenvolvidos, o fator educacional é o que move a construção de um treinamento de efeito para os colaboradores. “Nós temos como principal meta capacitar e desenvolver, sem perder o conhecimento”, acrescenta Marta. A diretora destaca ainda a importância de a informação ser disseminada sem que esse conteúdo fique estagnado. “As nossas soluções são ‘transmídia’, então diversas ferramentas podem ser utilizadas no processo de aprendizado. Cada projeto é desenvolvido de acordo com a necessidade da empresa, que é viabilizado com as ferramentas mais adequadas”, explica.
As redes sociais corporativas são um bom exemplo de uma nova modalidade de treinamento corporativo que foge do convencional. “Pílulas do conhecimento podem ser disseminadas nesse ambiente, para que o colaborador tenha acesso ao conteúdo de maneira curta e direta”, exemplifica a diretora da Affero.
Outro exemplo é o uso de tablets e celulares como apoio para profissionais que não ficam dentro do escritório, como representantes comerciais de indústrias farmacêuticas, que utilizam esses meios para se informar sobre os produtos que comercializam. “Até mesmo o Kinect é usado em algumas soluções”, destaca Marta. A diretora refere-se ao console de videogame XBox 360, da Microsoft, em que o aparelho capta os movimentos do jogador sem a necessidade de uso de joystick.
Descobrindo necessidades
Engana-se quem pensa que as universidades corporativas estão ligadas apenas às grandes companhias. “PMEs com um estilo mais inovador já estão adotando essa prática”, aponta a diretora de Tecnologias Educacionais da Affero.
Na prática, antes de determinar as ferramentas que serão utilizadas, dois passos são fundamentais para o bom desempenho de um programa de educação corporativa. Primeiro, é necessário ter pleno conhecimento dos problemas que a empresa enfrenta, para depois pensar no objetivo esperado. “Detectar o cenário é fundamental para o sucesso de qualquer programa. Ou seja, é preciso saber exatamente o que deve ser corrigido, para então definir aonde chegar”, destaca.
O segundo passo, naturalmente, é fazer tudo isso acontecer.
Integração com universidades parceiras
As tecnologias de educação a distância também são fundamentais para os novos modelos de treinamento corporativo, que ainda ganham com a parceria estabelecida com universidades convencionais.
Na cidade de Maringá (PR), a Pós-graduação In Company Cesumar-Dtcom oferece 12 cursos de especialização e MBA. O projeto é resultado da parceria firmada entre a Dtcom, empresa especializada em comunicação e educação corporativa a distância, e o Centro Universitário de Maringá (CESUMAR). Os cursos são transmitidos pela Dtcom ao vivo via satélite e têm duração de 16 meses. As aulas, de três horas cada, acontecem a cada três semanas nas instalações da empresa onde o aluno trabalha. “Já existem espaços destinados aos cursos convencionais de aperfeiçoamento em nossa empresa. Agora esses locais servirão para formar profissionais com diploma reconhecido e com conteúdo que contribuirá para o desenvolvimento do profissional naquela instituição”, declara Marco Eleuterio, diretor-superintendente da Dtcom.
Segundo o reitor do CESUMAR, Wilson de Matos Silva, a parceria é a oportunidade de disseminar os cursos para os quatro cantos do Brasil. “Os colaboradores situados em outras cidades têm acesso a cursos de alta qualidade, em uma instituição reconhecida pelo MEC, sem precisar se deslocar até Maringá”, afirma.
Segundo Eleuterio, a vantagem do projeto é que as disciplinas podem ser direcionadas de acordo com a realidade vivida pelo profissional, já que é possível fazer uma personalização da pós-graduação tendo, inclusive, módulos específicos para cada empresa.


